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Gerenciamento de Fraudes - 05/05/2022

Open banking: O que é preciso saber para evitar fraudes com esse novo sistema?

Uma breve introdução ao open banking e o que muda no cenário de fraudes financeiras

Open banking: O que é preciso saber para evitar fraudes com esse novo sistema?

Um dos preceitos do Open Banking é fazer com que cada consumidor seja dono de seus próprios dados financeiros e possa compartilhá-los livremente com qualquer instituição. Já em operação no país, o sistema entrou na segunda fase em agosto de 2021, permitindo que os usuários passassem a tirar proveito dessa novidade.

Esse novo conjunto de regras dá mais autonomia e flexibilidade para quem usa serviços bancários, mas traz também alguns pontos que merecem atenção. Um dos mais importantes é o que trata da segurança contra fraudes envolvendo o sistema e os dados contidos nele.

Ao longo deste post, você entenderá como se prevenir de fraudes no Open Banking, para que você possa aproveitar esse recurso sem preocupação. Então, aproveite a leitura!

Entenda como funciona o Open Banking

Considerado como uma grande revolução no mercado financeiro, o Open Banking tem um funcionamento muito simples, especialmente para os usuários. Não é preciso instalar nenhum aplicativo no smartphone ou realizar longos cadastros para usufruir da novidade.

Na prática, basta que o cliente de uma instituição financeira faça a solicitação pelo compartilhamento de seus dados pessoais e financeiros. Com isso, o consumidor pode buscar por melhores condições em produtos e serviços.

O objetivo da iniciativa é justamente facilitar esse processo. A título de exemplo, podemos acessar com mais agilidade produtos e serviços bancários como empréstimos e cartões de crédito — e o benefício se aplica a pessoas dos mais variados perfis.

O novo modelo também estimula a criação de novas soluções financeiras, cada vez mais personalizáveis de acordo com o histórico de cada solicitante.

O open banking é seguro?

A segurança do Open Banking tende a ser uma das principais dúvidas a respeito do sistema. Quanto a isso, é possível afirmar que a tecnologia por trás dessa inovação conta com uma série de garantias, com a finalidade de proteger os dados dos usuários.

O Banco Central é o órgão responsável por regular essa operação no Brasil e fiscalizar as instituições financeiras participantes. Caso necessário, estão previstas punições rígidas para aquelas que infringirem as regras estabelecidas em nome do bom funcionamento do sistema.

Está previsto, por exemplo, o compartilhamento de dados cadastrais — tais como nome completo, CPF ou CNPJ, telefone e endereço — e também informações financeiras. Nesse caso, os dados podem abranger a faixa de renda, o perfil de consumo, bem como produtos e serviços que utiliza, como financiamentos e empréstimos pessoais.

Há ainda outros dispositivos que já existem em nossa legislação que ajudam a proteger o ecossistema de informações do Open Banking. A Lei Complementar n° 105/2001, conhecida como Lei do Sigilo Bancário, proíbe que os dados sejam compartilhados com instituições que não estejam inseridas no sistema, bem como a venda dessas informações.

Já a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor em 2021, garante a autonomia de cada pessoa em relação aos seus dados. Em outras palavras, essas informações só podem ser armazenadas e compartilhadas com o consentimento do usuário.

Quais as vulnerabilidades do Open Banking que as empresas devem se atentar?

Devido ao alto volume de dados compartilhados por meio do Open Banking, é fundamental estar atento ao risco de que o sistema seja alvo de cyber ataques. Se os devidos cuidados não forem observados, esse cenário pode acabar expondo os usuários ao vazamento de informações e até a tentativas de fraudes.

É preciso ter em mente que hackers e golpistas estão sempre de olho nas oportunidades para obter informações sigilosas em sistemas digitais. Além disso, com a possível criação de novos produtos ou formatos de transações em função do Open Banking, essas novas soluções também podem revelar novas vulnerabilidades.

As APIs, recurso utilizado na integração de dados no Open Banking, estão entre as maiores preocupações apontadas em relação ao sistema em diversos países. Isso porque, no modelo proposto de API pública, são maiores os riscos de que os dados sejam explorados por terceiros.

Vale destacar ainda aspectos como a implementação do Iniciador de Transação de Pagamento, que facilita a realização de transações financeiras. Somado a isso, a própria introdução de novos players, que terão de dispor de aplicações seguras para que a segurança dos dados em geral não seja comprometida.

Na prática, transações iniciadas em um emissor A para ser debitada em um emissor B, geram um step a mais de autenticação para o usuário, adicionando uma camada a mais de segurança ao mesmo tempo em que aumenta também a jornada do cliente. Riscos de fraudes em transações financeiras pelo open banking não são descartadas, contudo, exigem um esforço maior por parte do atacante.

 

Como mitigar qualquer risco do Open Banking?

Um bom planejamento visando minimizar os riscos do Open Banking deve se basear em três pilares, que são a segurança, a interoperabilidade e a User Experience. Quando se fala em segurança em sistemas digitais, os métodos de autenticação têm papel fundamental na proteção de informações.

O ideal é que eles sejam fáceis de acessar — empregando tecnologias de biometria, por exemplo — sem deixarem de ser seguros. Para isso, é importante que o sistema conte com recursos de segurança confiáveis, ainda que sejam simples. A identificação em várias etapas é um bom exemplo disso.

A interoperabilidade pode ser garantida por meio de uma abordagem regulatória adequada. Por isso, é importante seguir à risca as regras de operação definidas pelo Banco Central, bem como estar atento às atualizações e novas exigências dessa normativa para manter uma política de segurança de dados eficiente.

No final das contas, tudo isso impacta de maneira positiva na experiência do usuário e faz do Open Banking uma opção mais atrativa. Essas características permitem que o sistema seja acessível para pessoas de diferentes perfis e que ofereça a segurança necessária para que nenhuma informação financeira seja colocada em risco.

Qual a importância das tecnologias antifraude nesse cenário?

Além de todos esses dispositivos, o desenvolvimento de tecnologias antifraude a partir de recursos como Machine Learning e Inteligência Artificial é um caminho promissor para tornar o Open Banking cada vez mais seguro. A boa notícia é que isso já vem sendo feito.

Soluções assim podem auxiliar nas estratégias de detecção e prevenção. Para tanto, elas adotam sistemas de reconhecimento de padrões e de perfis dos usuários para identificar possíveis situações de fraude.

Uma dessas aplicações ocorre na análise documental, em que as ferramentas baseadas nessas tecnologias permitem uma avaliação exata e criteriosa do material enviado. Esse é um cuidado especialmente importante pelo fato de muitos documentos atualmente serem enviados de forma digital, demandando atenção para evitar golpes e fraudes.

Outra estratégia valiosa é a implementação de sistemas capazes de tomar decisões de forma automática com base em grandes volumes de dados. Isso confere mais dinamismo e organização aos processos do Open Banking, contribuindo para a construção de um sistema robusto e seguro.

Nesse sentido, vale a pena conferir o que há de soluções mais avançadas em segurança da informação e proteção antifraude. A 2RP, por exemplo, é referência em análise documental, biometria facial e até mesmo gestão de risco financeiro.

Agora que você já sabe como funciona o Open Banking, aproveite para conhecer as soluções da 2RP e veja como elas colaboram com a prevenção de fraudes na sua empresa!

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